BRINQUEDO: O SUPORTE MATERIAL DA BRINCADEIRA.

O livro traz a história de um artesão. Um homem que, com poucos recursos materiais, construía coisas grandiosas para seu filho. A narrativa o apresenta como alguém muito criativo e habilidoso na confecção de vários objetos, utilizando apenas caixas de papelão. Eu diria que ele era fascinado por caixas. 
Enquanto a maioria das pessoas, ao pensarem em caixas, mentalizam um formato padrão, o homem que amava caixas enxergava nelas o poder de sua versatilidade, a diversidade e a potencialidade do material: "...caixas grandes, caixas redondas, caixas pequenas, caixas altas, todos os tipos de caixas!" 
E assim, através desse universo feito de papelão, o pai encontrava inspiração para entregar ao  filho uma mensagem silenciosa de amor, por meio da doação do que ele melhor sabia fazer: BRINQUEDOS!

Se acolhermos a definição de brinquedo como sendo o suporte material da brincadeira, fica fácil concluir que, para a criança, TUDO pode se tornar um brinquedo.
Os brinquedos comuns, industrializados, também possuem um papel importante no desenvolvimento das crianças. Pesquisei no site leiturinha ⇐ click um artigo interessante, que relaciona as faixas etárias e os tipos de brinquedos mais adequados.
Mas as caixas, ah, as caixas... essas são UNANIMIDADE entre as crianças. 
Sendo um material não estruturado ⇐click, a caixa instiga a imaginação das crianças, que por sua vez colocam em ação a enorme capacidade de simbolizar.

Uma caixa em seu estado original, sem adereços nem cores, é um material potente para a brincadeira: transforma-se em capacetes, esconderijos, castelos, dados, casas, pedras no lago, sofás, escadas e mais outras 100 possibilidades que as crianças vão nos mostrar.
HORA DA HISTÓRIA!


Assim como O Homem que Amava Caixas, de vez em quando inventamos de construir coisas junto às crianças, para mostrar a elas o quanto as queremos bem!

Confecção de uma casinha de papelão, pelas educadoras Ana Cláudia e Jhania.

Professora de Artes

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